Como saber se tenho fimose? Tire suas dúvidas!

“Como saber se tenho fimose?” Caso você ainda não saiba, a fimose é a condição da pele do prepúcio não permitir a total liberação da glande. Esse problema é mais comum em crianças. Pois é quando os pais descobrem que a criança tem excesso de pele cobrindo a glande. Mas há os casos onde pais não se atentam a esse detalhe óbvio e importantíssimo; podendo fazer com que os garotos cheguem à adolescência ou até à vida adulta com o problema.

Fimose
CAUSA E TRATAMENTO

A fimose é causada ainda na formação do bebê, no útero da mãe. Em casos isolados, pode ocorrer devido algum acidente físico da criança. Em casos ainda mais excepcionais, pacientes com diabetes podem desenvolver o fechamento gradual do prepúcio. De toda forma, sua solução pode ser terapêutica ou cirúrgica.

A opção mais fácil deve ser feita ainda na infância. Usando um gel específico, que será indicado por um médico especialista, massageia-se o pênis de modo a expor a glande. O resultado vai demorar meses para ser obtido, então não se deve forçar demais a exposição da glande, para que não machuque o pênis da criança.

A postectomia (Circuncisão) – nome dado à cirurgia para a retirada do excesso de prepúcio – é mais recomendada quando o método manual não surte o efeito desejado ou quando o processo se torna doloroso. Por meio da cirurgia, é retirada parte da pele que cobre o pinto e trava a glande.

Cirurgia Fimose
COMO SABER SE TENHO FIMOSE SENDO ADOLESCENTE OU ADULTO?

No caso de adolescentes e adultos, provavelmente o pênis já terá crescido o suficiente a ponto do método manual não resolver mais, então a postectomia será a única solução.

PROBLEMAS QUE A FIMOSE PODE DESENVOLVER

Quando dizemos que é algo importante a ser corrigido, não precisa se assustar, pois não é caso de emergência. Mas tem que ser resolvido.

Se chegamos na idade adulta ainda com o problema de fimose, certamente nossa higiene ao longo da vida não foi uma das melhores. Logo, podemos desenvolver doenças infecciosas, como cancro, devido ao acúmulo de fungos ou bactérias. Se não tratado, o problema pode se agravar e evoluir para um câncer. Uma vez feita, a postectomia também diminui consideravelmente as chances de contração de doenças venéreas, especialmente o HPV.

Outro problema, claro, é que o desempenho sexual pode ser afetado. A consequência mais comum é o homem não ter todo o prazer da relação, devido ao fato da glande, que é a parte do pênis com a maior quantidade de terminações nervosas, estar coberta, não tendo o contato direto com a vagina ou outras partes da mulher. Outra questão, também, é o homem sentir dores no ato sexual. Afinal, o travamento da glande acaba se tornando uma “cerca”, que impede o pênis de crescer naturalmente durante a ereção. Uma terceira conseqüência, ainda, é a não satisfação total da mulher, uma vez que ela também não terá o contato com o seu pênis da forma correta.